20130410

sempre pensei que fossemos exploradores natos de sensações
nunca soube que o limite da viagem era eu
e agora vejo-me com a consciência de cada segundo
e a liberdade não existe se estivermos sempre atentos ao chão
desculpa amor, quem me dera nunca ter explorado tanto 
e ao mesmo tempo quem me dera nunca parar de explorar
o mundo é tão grande e eu tão pequena, porque é que a prisão de tudo sou eu
eu que nunca tive medo de nada, senão de não viver 
agora tenho medo de tudo, até de nós.
Desculpa meu amor, cada vez mais perco a beleza do mundo
e acho as nossas colecções tolas e inúteis, mas amo-as
como amo o que somos, mas às vezes quero desistir.