20100929

Continuas a caminhar sobre a a frágil e intocável linha de seda que uma aranha púrpura um dia teceu. De onde tantos já caíram, tu permaneces - passo a passo com a delicadeza do dias, com a beleza das horas, dos contactos.
Trazes em cada membro a força do infinito, e o órgão vermelho bate com o ritmo cardíaco de um pardal. Não se cansa.
Olho-te na linha, pois eu mesma já caí. Espero encontrar-te quando voltar a subir.
Por agora a multidão assiste: "Não Caias".












D.