Os pés pisam a corda,
pisam traços outrora delineados com lápis de cera,
na calçada dos pés descalços, mais conhecida por inicio.
Tempo em que desconheciamos a definição de tempo.
Em que o nosso mundo era teatro,
teatro puro e real - porque acreditávamos em tudo,
e a nossa vida dependia disso.
um monstro azul, gosta de comer estrelas ao jantar.
A lua despreza o seu sorriso, mas não importa,
o que é ela, senão mais um candeeiro suspenso?
Rebolar na relva fazia sentido. Falar com botões também.
Agora? Agora tudo é nada.
Acabo por consumir merda numa tentativa de me sentir viva,
para me ver respirar,
apenas para ter uma sensação que roçe o irreal,
e sabe tudo a pouco.
Quase nada me mergulha, quase nada me ultrapassa,
nem me contorna as camadas,
opressões à ilusão.
E o homem morre sem saber a forma que podia ter tido.
e eu, sou tão mais que isto.
Desenrola-me.