6.00 a.m.Os olhos abrem e somos rectas, identidades.
Somos mãos que vêem contactos , somos bocas.
somos sentidos ?
somos anti-definições.
Liberdades.. "enquanto houver horas não seremos livres"- ignora os ponteiros.
pureza ?
somos puros sim, somos nossos.
somos violinos no telhado e casas aos pedaços.
e estufas e ruas e becos.
e ecos também, ecos das coisas não ditas,
deliciosamente caladas nos dias cinzentos,
feitos de gigantes-verdes-adamastores.
tudo é autenticamente teu,o mundo também.