20100510



6.00 a.m.

Os olhos abrem e somos rectas, identidades.
Somos mãos que vêem contactos , somos bocas.
somos sentidos ?
somos anti-definições.

Liberdades..

"enquanto houver horas não seremos livres"
- ignora os ponteiros.

pureza ?
somos puros sim, somos nossos.

somos violinos no telhado e casas aos pedaços.

e estufas e ruas e becos.

e ecos também, ecos das coisas não ditas,
deliciosamente caladas nos dias cinzentos,
feitos de gigantes-verdes-adamastores.

tudo é autenticamente teu,
o mundo também.