20100412

estás aí?

Ás vezes sinto que há dentro de mim um foguetão a descolar, uma agito-confusão incapaz de ser controlada, Isto faz-me ir contra a cúpula de vidro que envolve as seis paredes do meu quarto. E julgo que o melhor calmante é afundar-me nas essências dos mais profundos momentos. Tento cair no fundo do poço, perceber que sou apenas um átomo microscópio no nada que respiramos. E que não importa filtrar os distúrbios, nem espremer os desejos- os espasmos de consciência estão sempre lá, sentados numa poltrona, vigilantes com o fumo dos seus cachimbos.
Eles controlam os meus fluídos vitais, secam-nos se bem entenderem.
O antídoto, é o veneno.



-margot.