juventude vertigo
Embebedamo-nos de filosofias só para que nos achem úteis para alguma coisa.
Achamo-nos inatingíveis para os demónios do quotidiano.
Odiamos, desprezamos rotinas,
somos os que estendem ideias e imagens em frente à cama em que dormem.
Forramos paredes de memórias fotográficas, como se de albuns se tratassem.
Invádimos espaços abandonados por pessoas e tempos, habitamos telhados.
Bebemos chá e perdemo-nos nas suas folhas.
Fuma-mos prazeres, falamos melodias,
alucinamos com utopias sempre inalcançáveis à sociedade comtemporânea.
Criticamos tudo o que não é justo aos nossos olhos.
Ás vezes fugimos, caímos no chão, no sol.
Quebramos corações como quem quebra nozes,
arependemo-nos depois, e choramos mares de rosas.
Acabamos sempre deitados nas texturas do mundo, sendo nós, sempre nós.
Margot.