20091228

"Procuro as tuas arestas.. ás vezes sinto-te tão perto..
Eu só queria partilhar dimensões, outra vez.
Queria voltar a apreciar-te sobre lençóis de relva situados mesmo abaixo de nós, perder-me em olhos que são teus, e adormecer em braços frágeis como folhas de papel..
Não nos importávamos com quem passava, o nosso mundo era uma bolha. Dentro dela tudo era espontâneo como o bater do nosso órgão vermelho. Tudo tão calmo e momentâneo.
Havia uma espécie de stan by, ali, na minha vida.
Congelávamos sensações, tocávamos lábios em eléctricos amarelos.
Achava tudo tão incrivelmente suave, nunca monótono.
E era assim que devia ter sido sempre, mas é aí que entram linhas do comboio. Culpo-as de tudo, separadoras de emoções.
O comboio do tempo parte e deixa-nos pelo caminho, segue viagem e não espera por nós, os estupidos perseguidores da felicidade humana.

Se eu te disser que o tempo pára.. esperas por mim? "